18/02/2021 | Germed Saúde

Idade biológica depende do bem-estar mental

Alex Zhavoronkov é um dos expoentes mundiais na pesquisa de biomarcadores baseados em inteligência artificial aplicados no campo da longevidade.

Fundador de empresas como a Insilico Medicine e a Deep Longevity, seu objetivo é ambicioso: mudar a curva descendente que caracteriza a segunda metade da vida.

“A trajetória humana chega ao pico entre os 30 e 45 anos, para depois enfrentar um declínio contínuo até a morte. Temos conseguido postergar o fim, mas, e se pudermos mapear os problemas antes que se manifestem, repará-los e aperfeiçoar cada ser humano de forma que aquele apogeu que dura cerca dez anos se estenda indefinidamente?”, provocou durante seminário on-line que deu no começo do mês.

Ele afirma que há uma corrida científica para tornar mais eficientes os marcadores biológicos de idade, os chamados “aging clocks”.

Embora tenhamos uma idade cronológica, que é a da data de aniversário, a idade biológica é a que determina nossa vitalidade.

“A inteligência artificial é capaz de monitorar uma gama enorme de aspectos da saúde e uma investigação aprofundada pode identificar alvos a serem regenerados. Isso nos leva a uma medicina de precisão que inclui tratar questões relacionadas à saúde mental, como ansiedade, estresse e depressão, trabalhando com ferramentas de motivação e mudanças de comportamento”, explicou.

Acrescentou que, como nossos órgãos não envelhecem no mesmo ritmo, três são especialmente importantes: “por causa do seu efeito sistêmico no organismo, pulmões, fígado e rins são peças chave para o envelhecimento saudável”. Zhavoronkov se refere à longevidade personalizada, que combina diferentes exames para a formulação de um roteiro sob medida.

Nesse pacote, entram não apenas o histórico médico e exames de sangue e imagem, mas também uma análise psicológica.

O pesquisador chama a atenção para a “idade subjetiva”, que se refere a como os indivíduos se avaliam – se mais jovens ou mais velhos que sua idade cronológica.

“Trata-se da percepção pessoal de cada um sobre a idade que tem: como se vê no espelho, quanto espera viver. É nosso relógio psicológico. Quanto mais pessimista a avaliação, pior o prognóstico. Quem acredita que vai morrer logo acaba contribuindo para isso, portanto é fundamental trabalhar para mudar essa visão”, enfatiza.

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