26/05/2021 | Germed Saúde

OMS e Suíça fazem acordo para criar depósito mundial de patógenos

OMS e Suíça fazem acordo para criar depósito mundial de patógenos O objetivo melhorar o intercâmbio rápido e voluntário de vírus e outros organismos que provocam doenças entre laboratórios e parceiros de todo o mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) assinou, nesta segunda-feira (24), um acordo com a Suíça para dotar a agência de um laboratório de alta segurança para armazenar patógenos que podem provocar pandemias, incluindo o vírus que provocou a Covid-19.

O depósito, que terá sede no laboratório de biossegurança de Spiez (no centro da Suíça), tem como objetivo melhorar o intercâmbio rápido e voluntário de vírus e outros organismos que provocam doenças entre laboratórios e parceiros de todo o mundo, afirmou a OMS em um comunicado.

Atualmente, a maioria dos agentes patógenos é objeto de troca bilateral entre países Ad hoc, ou seja, para um fim específico, o que pode atrasar o processo e privar alguns países de material biológico indispensável para facilitar a pesquisa.

Mas durante uma pandemia, o intercâmbio rápido e transparente de dados epidemiológicos e clínicos é crucial.

"A pandemia de covid-19 e outros surtos e epidemias demonstraram a importância de compartilhar rapidamente os patógenos para ajudar a comunidade científica mundial a avaliar os risco e desenvolver diagnósticos, terapias e vacinas", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no comunicado.

O acordo foi assinado por Tedros e pelo ministro da Saúde da Suíça, Alain Berset, paralelamente à 74ª Assembleia Mundial da Saúde, que está sendo realizada de forma virtual em Genebra, onde está localizada a sede da OMS.

O novo repositório da OMS ficará baseado no laboratório Spiez, que é o instituto suíço de proteção contra ameaças e perigos atômicos, biológicos e químicos (ABC). Com este acordo, a Suíça "contribui para o estabelecimento de um sistema internacional voltado para o intercâmbio voluntário de novos organismos patogênicos", expressou o governo suíço.

Em uma primeira fase, a OMS usará a resposta atual à covid-19 para testar os caminhos operacionais desse compartilhamento de material, conservando cepas do Sars-Cov-2, o vírus causador da covid-19, e suas variantes.

Seguindo os resultados do projeto piloto, o sistema BioHub será capaz de hospedar outros patógenos e conectará os parceiros da OMS a outros depósitos e redes de laboratórios a partir de 2022. Este sistema global da OMS, apelidado de BioHub, deverá oferecer um "mecanismo confiável e transparente" para facilitar "o processamento, a caracterização, a amplificação e o compartilhamento de amostras com os Estados-membros e parceiros", de acordo com Tedros.

Compartilhe esta notícia

Twitter Facebook